Reunião na ACS - Câmara Setorial de Navegação pedirá que Codesp divulgue profundidade do canal do Porto de Santos mensalmente

Fonte: Assessoria de imprensa ACS

Após dois navios ficarem praticamente presos no canal do Porto de Santos no último dia 29, por falta de profundidade para deixar o terminal onde estavam atracados, integrantes da Câmara Setorial de Navegação da Associação Comercial de Santos (ACS) pedirão oficialmente à Codesp (estatal que administra o Porto de Santos) que ela faça mensalmente a batimetria (medição da profundidade do mar) e torne a informação pública.

A decisão foi tomada durante reunião da Câmara Setorial, realizada no Sindamar (Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo), em razão das obras de modernização que ocorrem na ACS desde dezembro do ano passado. 

De acordo com o coordenador da Câmara, Mauro Sammarco, nos próximos dias será enviado um ofício à diretoria da ACS, para que o pedido seja redigido e entregue durante reunião extraordinária do Conselho de Administração da Codesp.

“Vamos exigir providências à Codesp para que não volte a ocorrer um problema semelhante em relação à dragagem, uma vez que é a estatal que tem a responsabilidade administrativa de acompanhar os serviços de dragagem e garantir que o canal tenha condições de segurança para o trafego de navios nas condicoes comerciais estabelecidas. A Codesp tinha o resultado da batimetria, que apontava o assoreamento da Área 1, o que causou o problema com os navios, que poderia ter sido bem pior. Queremos que as medições sejam feitas mensalmente e, assim que saírem os resultados, eles se tornem públicos para que as empresas que atuam no Porto saibam qual é a situação do canal”.

Sammarco diz, ainda, que apesar de os navios conseguirem sair do terminal, até agora o canal está assoreado. “O calado diminuiu, navios estão embarcando com menos carga, os que estão chegando não estão atracando. É preciso que sejam tomadas medidas para que isso não ocorra mais”.

O presidente da Praticagem, Nilson Ferreira, que também participou da reunião, explicou que o Canal do Porto de Santos é uma bacia sedimentar, ou seja, os sedimentos estão sempre sendo depositados, o que leva a uma mudança constante na profundidade do canal.

“Isso ocorre porque a natureza vai repondo o material que é retirado. Em Santos, há demora para acompanhar essa batimetria, o que pode gerar problemas como o que ocorreu com os navios”.

Sobre os navios

O Maersk Laguna, de bandeira panamenha, chegou ao cais santista na manhã do último dia 28, com 2.812 contêineres a bordo. Desses, 427 foram descarregados e outros 1.156 carregados. A embarcação ficou com 3.541 caixas metálicas a bordo quando a operação foi concluída, dia 29. Sua saída estava prevista para acontecer às 17h30 do mesmo dia.

O horário foi programado para um momento de preamar porque o Laguna estava com calado de 14,2 metros. Por regra, sua saída só poderia acontecer durante a maré cheia, já que apenas navios com até 13,2 metros são autorizados a trafegar pelo canal.

Mas, mesmo nessas condições, o navio não foi autorizado a sair do terminal.

O mesmo aconteceu com o MSC Azov, de bandeira de Malta. O navio chegou dia 29 com 2.342 contêineres a bordo. Desses, 492 foram descarregados e outros 1.528 embarcados na BTP. Por conta das restrições de calado, o navio precisou deixar cargas no terminal.

                                       





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