Diretoria executiva da Associação Comercial de Santos participa de palestra com o advogado Ives Gandra da Silva Martins

Fonte: Assessoria de imprensa ACS

 

Grande parte da diretoria executiva da Associação Comercial de Santos (ACS) participou, nesta quarta-feira (30), de uma palestra com o advogado e professor de direito, Ives Gandra da Silva Martins, no auditório da TV Tribuna. O evento faz parte da programação do “Líderes Inspiram”, realizado numa parceria entre o grupo A Tribuna e o Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), com apoio da Escola Brasileira de Direito (Ebradi).

 

O palestrante foi recebido pelo presidente da ACS, também presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, que ressaltou a importância desta palestra para os diretores da Associação Comercial, também grandes empresários da região.

“Ouvir as reflexões políticas de um advogado com tamanha experiência certamente nos trará uma bagagem maior sobre a atual situação do País. Por isso, houve tamanho interesse e a maioria pôde comparecer”.

Ao saber que os diretores da ACS estavam na plateia, Gandra se surpreendeu e disse estar muito honrado.

“São apenas umas reflexões de um professor de direito, mas me sinto muito honrado que estejam aqui”.

Estiveram presentes também o reitor da Unimonte, Ozires Silva, e seu vice, Adalto Correa, que agradeceu a família Santini pela parceria neste grande evento.

 

Otimismo

Em sua palestra, Gandra mencionou diversos pontos que deixaram o País em uma situação crítica no governo anterior.

“A inflação atingiu praticamente 11%, houve queda das exportações, desemprego crescente, aparelhamento do Estado e nenhum diálogo com o Congresso Nacional, o que determinou a queda da presidente Dilma Rousseff”.

 

Porém, otimista, o advogado acredita que toda essa crise pela qual passa o Brasil servirá para conscientizar o eleitor, que irá escolher melhor seus candidatos daqui para frente.

“Hoje, se você perguntar em quem as pessoas votaram há duas eleições, elas não sabem. Estou convencido de que, agora, elas vão saber, porque as próprias campanhas políticas vão explorar os lados bom e mau dos candidatos. Há esperanças, mas sou otimista, apesar da idade. Acho que o Brasil é grande demais para se afundar com alguns homens medíocres que levaram o País a esta situação”.

Ele, que defende o parlamentarismo, entende que não seria possível implementar de imediato essa forma de governo. Mas, acredita que o “distritão”, com algumas alterações, seria o ideal.

 

“A vantagem do parlamentarismo é que você teria até oito partidos, no máximo, e todos ideológicos. A vantagem do voto distrital e não coligação é que os partidos se fortalecem ideologicamente. Já que não podemos adotar de imediato o parlamentarismo, eu seria favorável ao distritão, mas não o que foi apresentado. Na minha forma de ver o distritão, seriam eleitos os deputados que tivessem maior votação, respeitando a vontade do eleitor. Assim, os partidos se fortaleceriam, impondo a fidelidade partidária. Por exemplo, se um deputado for eleito por um partido e quiser deixar esse partido, ele poderá e continuará seu mandato, mas não poderá entrar em nenhum outro partido antes do fim desse mandato. Dessa forma, ele vai perder uma eleição, porque até o fim do mandato não terá partido para a próxima eleição. Porém, apresentaram um distritão sem a fidelidade partidária e, sem ela, continuaremos com os estelionatos eleitorais que têm caraterizado a vida partidária no Brasil”.

Ele citou alguns resultados positivos conquistados no governo Michel Temer e afirmou que o atual presidente conseguirá finalizar seu mandato.

“O governo Temer conseguiu diminuir a inflação abaixo da meta. Começou a recuperar economia, o emprego e fez algumas reformas essenciais. O povo começa a sentir alguma recuperação. Tenho impressão que a situação do Brasil hoje é muito melhor do que um ano atrás. Não tenho dúvidas de que esse governo irá até o fim”.

 

Por fim, Gandra disse que algumas medidas impopulares que estão sendo tomadas vão contribuir para o crescimento do Brasil e, principalmente, para que próximo governo possa atuar com maior estabilidade.

“Esse governo (Temer) não tem a menor intenção de concorrer nas próximas eleições e nem pretende ser popular. Por isso, está tomando medidas impopulares, como a reforma da previdência, extremamente impopular, principalmente em Brasília, onde irá atingir os grandes salários, as grandes aposentadorias. Grandes aposentadoria são os grandes inimigos da previdência”.

                                       





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