“Empresários que não gastam uma parte do seu dia para olhar para fora estão aumentando a probabilidade de fracassar”

Fala é da doutoranda em competitividade e mestre em inovação e estratégia pela EASP-FGV, Solange Mata Machado, durante o evento Diálogo com Empresários

Fonte: Assessoria de imprensa ACS

“Empresários que não gastam uma parte do seu dia para olhar para fora estão aumentando a probabilidade de fracassar”. O alerta foi feito nesta quarta-feira (8) pela doutoranda em competitividade e mestre em inovação e estratégia pela EASP-FGV, Solange Mata Machado, durante o encontro Diálogo com Empresários, promovido pela Fundação Dom Cabral, em parceria com a Associação Comercial de Santos (ACS). Em razão das obras de modernização da ACS, o evento foi realizado no auditório da TV Tribuna. 


Em sua palestra, intitulada “Inovação e os impactos das mudanças exponenciais”, ela ressaltou que os empresários precisam rapidamente se atualizar.

“É preciso separar uma parte do dia só para aprender o que é a exponencialidade e que impactos ela traz. As pessoas que se preparam para se aposentar vão ter uma grande surpresa, porque o mundo relacionado com o modelo e ciclo de vida “crescer, educar e aposentar” acabou. Será preciso aprender continuamente que a incerteza hoje está pautada em todos os lugares e o próprio governo está mostrando sinais de uma grande mudança. Você só vai poder confiar naquilo que você puder aprender e fazer”.

Segundo ela, quando o assunto é empreendedorismo e start ups, infelizmente o Brasil tem um gap gigante, ou seja, um grande atraso em comparação com os Estados Unidos.

“Não temos na nossa educação a tecnologia. Mas, estamos vendo a migração dos jovens, que se aprofundam e se aprimoram em tecnologia da informação, que, para mim, é base de qualquer empreendimento. A gente vê um crescimento grande em empreendedorismo, mas não com base em tecnologia. Já vejo as empresas se movimentarem na busca de trazer para dentro de casa o conhecimento de exponencialidade, porque sem isso não vão sobreviver. Mas ainda é lento”.

Como exemplo, ela citou que na universidade de Harvard (em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos) houve uma diminuição de 30% nas inscrições para a graduação em direito, porque grande parte dessa profissão será substituída por inteligência artificial.

“O Vale do Silício (região da Califórnia, onde estão situadas várias empresas de alta tecnologia) já está contratando pessoas futuristas e a gente se pergunta: mas que profissão é essa? Por isso, talvez o diploma que você tenha hoje não vá valer de nada. Na hora de contratar, as empresas não querem os caras viciados em modelos de gestão que não se usam mais. Steve Jobs (fundador da Apple) e o criador da Netflix não foram para a universidade".

Por fim, Solange falou sobre a inovação disruptiva, tipo de inovação que entra por baixo do mercado para, posteriormente, conquistar as classes sociais mais altas.

“Ou seja, empresas inovadoras estão criando soluções muito mais baratas e que atraem o pessoal que não tinha acesso. Ela entra num mercado menos exigente, e quem estava lá em cima e era atendido pelas empresas de alta tecnologia, olha ali embaixo e percebe que precisa da mesma coisa, mas pode pagar bem menos. Então, há migração desse público”.


                                       





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