2ª Rodada da Cidadania da ACS - Marinha deve implantar no próximo semestre um grupamento de patrulha naval

Fonte: Assessoria de imprensa ACS

As tarefas do novo grupo visam dar garantia, sustentabilidade e segurança aos investimentos que estão sendo feitos na Bacia de Santos e incrementar a presença da Marinha na costa de São Paulo

No próximo semestre, a Marinha do Brasil deve implantar no litoral de São Paulo um grupamento de patrulha naval. As tarefas do novo grupo visam dar garantia, sustentabilidade e segurança aos investimentos que estão sendo feitos na Bacia de Santos e incrementar a presença da Marinha na costa de São Paulo.

O anúncio foi feito pelo Capitão dos Portos de São Paulo, Daniel Américo Rosa Menezes, durante a 2ª Rodada da Cidadania, promovida pela Associação Comercial de Santos (ACS), por meio da Câmara Setorial de Instituições de Ensino.

“Esse grupamento teve seu núcleo inaugurado em 2014, que era uma estrutura inicial para montar equipamento. Depois, por conta da recessão, esse núcleo ficou sem evolução até o final do ano passado. Hoje, estamos em processo de preparação, temos um navio designado para cá, foram feitas reformas em dois avisos, que são navios de pequeno porte, e estamos preparando moradias para as tripulações dos navios que virão. A ideia é que, no segundo semestre, esse navio esteja aqui e o grupamento seja operacional. Vamos trabalhar junto com a Capitania (tanto na costa, em atividades de esporte e recreio, quanto em aproximações portuárias e alta mar), fazendo fiscalizações e promovendo a conscientização, para que as pessoas entendam a necessidade da preocupação com a segurança”.

Abertura

O evento, que teve como tema “Segurança Pública e Desenvolvimento Regional” foi aberto pelo presidente da ACS, Roberto Clemente Santini, que ressaltou a importância do tema para a nossa região e também para o País.

“Pela representatividade dos nossos palestrantes, tivemos uma visão geral de todas as áreas e, sem dúvida, esse debate contribuirá muito para o aperfeiçoamento dos mecanismos que norteiam a segurança pública”.

Silvia Teixeira Penteado, coordenadora da Câmara Setorial das Instituições de Ensino, disse que o objetivo das rodadas da cidadania é realizar um diálogo que possa resultar na melhoria da sociedade.

“Com a apresentação dos dados das instituições participantes poderemos pensar de que forma esses indicadores poderão levar à difusão de uma tecnologia de informação, que possa ser acessada por todos. E, ainda, refletir numa forma de dimensionar os investimentos para o aprimoramento de pessoal, por exemplo”.

Palestras

O primeiro palestrante do dia foi José Alex Botêlho de Oliva, Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP. Além de apresentar as principais ações da instituição, ele anunciou que será feito ainda neste mês um grande simulado, para prevenir acidentes no Porto de Santos.

“Vamos utilizar helicópteros, terá fumaça e muita movimentação. Será uma ação preventiva”.

Na sequência, o Delegado da Alfândega da Receita Federal do Porto de Santos, Cleiton Alves dos Santos João Simões, mostrou em sua apresentação as principais funções da Receita, como apreensões de drogas, produtos falsificados, armas e até animais silvestres. E mostrou que, apesar de as apreensões terem subido, o número de funcionários é cada vez menor.

“Para ter essa eficiência, fazemos um trabalho conjunto com outros órgãos, principalmente com a Polícia Federal. Além disso, temos a nossa central de operações de vigilância, com quase 3 mil câmeras no Porto de Santos; os scanners; cães farejadores; e treinamentos com servidores em navios de carga”.

O delegado seccional de Santos, Manoel Gatto Neto, mostrou os índices de criminalidade da região, alguns deles tão positivos que ele comparou com os índices de países de primeiro mundo.

“Em 2017, por exemplo, 84% dos homicídios em Santos foram esclarecidos. Isso é número de País de primeiro mundo”.

Violência no Rio

Por fim, o último palestrante, o General de Brigada Maurílio Miranda Netto Ribeiro, Comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, falou sobre a atuação do Exército Brasileiro, após o intermediador dos debates, o diretor-executivo das ACS e jornalista, Marcio Calves, questionar se a missão que tem sido realizada pelo Exército no Rio de Janeiro irá solucionar a questão da violência na Cidade.

“Só a atuação do Exército, só a intervenção federal não é suficiente para resolver o problema, mas é um passo que o estado brasileiro precisava dar”.

 

 

 

 

 

                                       





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