O Futuro da Minha Cidade - Entidades discutem na Associação Comercial de Santos a formação de um conselho para criar um planejamento sustentável para o Município

Fonte: Assessoria de imprensa ACS

Com o objetivo de formar um conselho formado por entidades da sociedade civil organizada para criar um planejamento sustentável para Santos, a Associação Comercial de Santos (ACS) recebeu, nesta quinta-feira (6), o evento “O Futuro da Minha Cidade”. Uma iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), também em parceria com o Sesi Nacional, o projeto vem sendo desenvolvido desde 2012 e surgiu a partir da experiência bem-sucedida da cidade de Maringá-PR, por meio do seu Conselho de Desenvolvimento Econômico – CODEM.

Participaram da cerimônia de abertura representantes dos realizadores do evento – ACS, ASSECOB – Associação dos Empresários da Construção Civil, Secovi-SP e SindusCon -  vereadores, políticos, empresários e diretores da Associação Comercial de Santos.

O projeto

A ideia de trazer o projeto a Santos surgiu durante a realização do FICON 2018 – Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região, realizado em 15 de agosto deste ano, a partir de uma sugestão do presidente da CBIC, José Carlos Rodrigues Martins.

A partir daí, a Associação Comercial de Santos, a ASSECOB – Associação dos Empresários da Construção Civil, o SindusCon-SP e o Secovi-SP se uniram para trazer o projeto à cidade, mais especificamente à sede ACS.

De acordo como diretor da Associação Comercial de Santos André Canoilas esse evento é apenas a primeira etapa para a implementação de um conselho, que seja apartidário e busque propor ações para o desenvolvimento de Santos.

“Queremos entender como os conselhos funcionam para criarmos um na Cidade, adequado às nossas características. O objetivo é reunir a maior quantidade de associações e órgãos da sociedade civil para que possamos buscar a implementação do conselho, que tem como objetivo o desenvolvimento econômico, geração de renda e emprego”.

O presidente da Assecob, Gustavo Zagatto Fernandez, explicou que, na prática, esse conselho deverá estabelecer quais projetos devem ser realizados para que se possa cobrar a realização deles, apesar das transições políticas que ocorram na Cidade.

“A ideia é que a gente possa cobrar resultados dentro desse conselho, visando melhorias para a cidade, visando sustentabilidade. Por exemplo, vemos o caso da Ponte entre Santos e Guarujá. Já houve vários projetos, mas nenhum deles serviu para a construção da ponte efetivamente. O conselho terá essa função, de cobrar resultados e dar continuidade aos projetos, independentemente de quem esteja no governo ou da troca de governo”.

Já o diretor regional do Secov Baixada Santista, Carlos Meschini, ressaltou que o setor da construção civil e o setor imobiliário vêem com bons olhos a iniciativa.

“Há 30 anos Santos não tem um crescimento da população, porque muitos migram para a capital. Então, com esse projeto, esperamos que a cidade cresça não só no turismo, não só em empregos, mas também em qualidade de vida para que as pessoas possam se estabelecer aqui. Santos é uma cidade maravilhosa, mas que ainda precisa de incentivos e essa situação afeta diretamente o setor da construção”.

Palestrantes

A primeira palestrante foi a arquiteta e urbanista Marcella Arruda, que falou sobre o tema “Ideias Criativas e Sustentáveis que estão revolucionando a Vida Urbana em vários pontos do planeta”.

Em sua apresentação ela fez um chamado para as lideranças locais pensarem o futuro da cidade, como construir um município sustentável, com democracia de fato.

“Nossa ideia é que a sociedade civil possa se organizar e elaborar um plano de futuro, por meio de exemplos de outras cidades que estão discutindo o futuro e construindo esse futuro hoje”.

Na sequência falou o ex-prefeito de Maringá Silvio Barros sobre o tema “Experiência de Parceria entre a Sociedade e Poder Púbico local e potencial transformador para tornar a cidade mais sustentável”.

Ele detalhou como o município de Maringá constituiu um conselho para pensar o futuro da cidade há 20 anos. E Barros afirma que os resultados são concretos pois, por dois anos consecutivos, Maringá conquistou o primeiro lugar no ranking das melhores cidades da Revista Exame, o que comprova o sucesso da iniciativa.

“Adotamos esse modelo há 20 anos para que a cidade pudesse ter um planejamento a longo prazo que não fosse interrompido por alternância política ou mudança de governo. Deu certo porque a sociedade civil organizada, por meio das entidades de classe, assumiu a responsabilidade de elaborar e proteger  o planejamento contra a descontinuidade política”.

Ainda falando sobre o exemplo de Maringá, o palestrante explicou que lá esse o planejamento é elaborado por um conselho e apresentado aos candidatos a prefeito, para que a população saiba quais postulantes estão dispostos a incorporar o planejamento da comunidade em seu plano de governo.

“Só assim esse planejamento estaria protegido contra a descontinuidade e isso é possível pelo mecanismo de governança compartilhada. Maringá começou com um núcleo de seis lideranças da cidade, sob o auxílio da associação comercial de lá, que desenvolveu um projeto, posteriormente apresentado aos candidatos. A cada eleição e eles tinham que se posicionar publicamente sobre se dariam continuidade ou não. Desde então, nenhum prefeito de Maringá deixou de assinar o documento e hoje colhemos os frutos do que plantamos há 20 anos”.

Vale destacar que o conselho de Maringá tem caráter deliberativo e consultivo e sua finalidade é propor e executar políticas de desenvolvimento econômico, social e planejamento urbano. De participação voluntária e apartidária, com visão e planejamento de futuro, a iniciativa tem alcançado excelentes resultados.

Após as palestras, o público tirou dúvidas e debateu com os palestrantes.

“O Futuro da Minha Cidade”, edição Santos, é uma realização da CBIC – Câmara Brasileira da Industria da Construção; co-realização do SESI Nacional – Serviço Social da Indústria; patrocínio da CAIXA e; parceria da Associação Comercial de Santos, da ASSECOB – Associação dos Empresários da Construção Civil, do SindusCon-SP e do Secovi-SP.

                                       





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