A Associação Comercial de Santos (ACS) sediou, nesta terça-feira (11), uma reunião com representantes da segurança pública e associados do setor cafeeiro para discutir medidas de melhoria no Centro Histórico de Santos.
O encontro contou com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Segurança de Santos (SESEG) e da Polícia Militar. Entre os participantes estiveram o secretário de Segurança Pública de Santos, Flávio de Brito Júnior; o tenente-coronel Elisiário Neto, comandante do 6º Batalhão; o major Elizardo Matos, coordenador operacional do 6º Batalhão; e Washington Teixeira, da assessoria da Prefeitura de Santos junto à SESEG. Durante a reunião, empresários relataram situações de furto registradas no entorno da região central.
Em resposta às demandas apresentadas, representantes da segurança pública destacaram o reforço das operações em ferros-velhos, locais que podem ser utilizados para receptação de materiais furtados. Também foram apresentadas informações sobre o programa Muralha Paulista, que reúne câmeras de monitoramento e permite o acionamento imediato da Guarda Municipal ou da Polícia Militar em situações suspeitas.
A criação de uma iniciativa de vizinhança solidária voltada especificamente para a área comercial foi uma das propostas discutidas durante o encontro. A ideia prevê a integração entre comerciantes e responsáveis por sistemas de monitoramento dos estabelecimentos, além da formação de um grupo de contato direto com a polícia para agilizar o atendimento de ocorrências.
Também foi levantada a possibilidade de que prédios comerciais adaptem suas câmeras e sistemas de tecnologia para integração ao programa Muralha Paulista, fortalecendo o monitoramento e a resposta rápida a ocorrências.
Ao longo do encontro, representantes da segurança pública reforçaram a importância da participação conjunta entre empresários, poder público e forças de segurança, destacando que a organização social é o melhor caminho para o enfrentamento dos desafios na região.
A iniciativa reforça o papel da ACS como espaço de diálogo entre o setor produtivo e as instituições públicas, contribuindo para a construção de soluções voltadas à segurança, à preservação do Centro Histórico e ao fortalecimento da atividade econômica na região.