Transformar Santos em um destino turístico consolidado, capaz de atrair visitantes durante todo o ano e gerar novas oportunidades de negócios, é um dos desafios para o desenvolvimento econômico da Cidade. O tema está no centro do novo artigo da série Vozes ACS, da Associação Comercial de Santos (ACS).
Assinado por Elber Alves Justo, presidente da ACS, o texto destaca o potencial turístico de Santos, que reúne praias, patrimônio histórico, cultura, gastronomia, negócios e um dos portos mais importantes do mundo. Para o autor, transformar esses atributos em resultados permanentes exige planejamento, investimentos e uma visão compartilhada entre poder público, iniciativa privada e sociedade.
O artigo apresenta dados de estudo do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Santos (Condesan), ligado à ACS, que apontam a movimentação de R$ 540 milhões na economia local entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, período em que a Cidade recebeu mais de 3,3 milhões de turistas e sustentou cerca de 13 mil empregos formais relacionados à atividade.
Ao longo da análise, Elber reconhece os avanços na infraestrutura turística, na rede hoteleira e gastronômica, na revitalização do Centro Histórico e na realização de eventos esportivos, culturais e de negócios. Ressalta, entretanto, a necessidade de continuar investindo em mobilidade, segurança, zeladoria, tecnologia e qualificação profissional para ampliar a permanência dos visitantes e os benefícios econômicos gerados pelo setor.
O presidente também defende uma atuação integrada entre os nove municípios da Baixada Santista, fortalecendo a Costa da Mata Atlântica e valorizando as diferentes vocações da região como estratégia para ampliar sua competitividade turística.
Para Elber, Santos não precisa escolher entre suas identidades portuária, empresarial e turística. A combinação dessas características representa uma oportunidade para consolidar o turismo como um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social da Cidade e da região.
Confira o artigo completo:
Santos: de cidade turística a destino
Por Elber Alves Justo, presidente da Associação Comercial de Santos (ACS)
Santos reúne atributos que poucas cidades brasileiras conseguem combinar em um mesmo território: praia, história, cultura, gastronomia, negócios e um dos portos mais importantes do mundo. O desafio agora é transformar esse enorme potencial em uma estratégia permanente de desenvolvimento econômico.
Durante décadas, construímos uma relação natural com o turismo. Mas ter vocação turística não é o mesmo que ser um destino consolidado. Para isso, é preciso planejamento, investimento, promoção e, principalmente, uma visão compartilhada entre poder público, iniciativa privada e sociedade.
Os números mostram a dimensão dessa oportunidade. Estudo recente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Santos (Condesan), ligado à Associação Comercial de Santos (ACS), aponta que, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, a cidade movimentou R$ 540 milhões, recebeu mais de 3,3 milhões de turistas e sustentou cerca de 13 mil empregos formais relacionados à atividade.
Santos avançou muito nos últimos anos. Ampliamos e modernizamos as redes hoteleira e gastronômica, avançamos na revitalização do Centro Histórico, ganhamos um moderno centro de convenções e passamos a receber importantes eventos esportivos, culturais e de negócios.
Mas há espaço para ir muito além.
Consolidar Santos como destino exige continuar qualificando a infraestrutura urbana, a mobilidade, a segurança, a limpeza e a zeladoria, além de investir em tecnologia, comunicação e na experiência oferecida ao visitante. O objetivo deve ser claro: atrair mais pessoas, ampliar o tempo de permanência na cidade e aumentar o impacto econômico de cada visita.
Esse impacto vai muito além dos indicadores tradicionais. O turismo movimenta restaurantes, hotéis e atrações, mas também beneficia o comércio de bairro, o transporte, pequenos empreendedores e uma extensa cadeia de prestadores de serviços. É uma atividade com capacidade de distribuir renda por toda a cidade.
As tendências internacionais reforçam essa oportunidade. Cruzeiros, turismo de negócios combinado ao lazer, o chamado bleisure, e experiências autênticas ligadas à cultura e à identidade dos destinos ganham cada vez mais relevância. Santos tem condições privilegiadas para aproveitar esses movimentos, combinando mar, patrimônio histórico, cultura, negócios e a identidade singular de uma cidade portuária.
Para avançar, entretanto, precisamos enfrentar também um dos principais gargalos do setor: a qualificação e retenção de mão de obra. Isso exige ampliar a formação técnica e profissional e, ao mesmo tempo, criar condições para que esses talentos encontrem no turismo perspectivas reais de carreira e desenvolvimento.
Há ainda uma oportunidade que ultrapassa os limites do município. A Baixada Santista reúne nove cidades próximas e complementares. Trabalhar o turismo de maneira integrada, fortalecendo a Costa da Mata Atlântica e conectando Santos aos demais destinos do litoral paulista, pode ampliar significativamente nossa capacidade de atração e permanência de visitantes.
Santos não precisa escolher entre ser cidade portuária, cidade de negócios ou cidade turística. Sua força está justamente na combinação dessas vocações.
O próximo passo é transformar essa diversidade em uma estratégia comum e assumir definitivamente o turismo como um dos grandes motores do desenvolvimento econômico e social de Santos e de toda a região.